
Sexta, 18 horas, celular toca, é "ela":
"Renata, vamos na pracinha comer?" (é uma pracinha de bairro onde há dezenas de barraquinhas com tudo que possam imaginar)
"Beta, está meio cedo, né?
"Nãooo, vamos logo!"
Sem saco pra discutir e já que eu estava fora da cidade (e livre dessa insistência típica) há 1 mês e meio, eu fui.
Lá fomos eu, ela, mãe e Millena, nossa amiga.
Um acarajé -espetacular-, 2 churrasquinhos com molho, 1 bolinho(bolão) de bacalhau depois (eu que comi isso tudo...rs), Beta nos chamou para irmos pro lado dos doces.
Haviam duas barraquinhas, lado a lado. Millena encostou perto de uma delas e já ia fazendo o pedido quando Beta a puxou pelo braço e disse:
"Nãooooo, os melhores estão aqui nessa outra!"
Eu , que estava um pouco afastada, assisti a decepção da senhorinha da primeira barraca e como sei que Beta é defensora da terceira idade, fui fazer a "advogada do diabo". Cheguei perto dela, que ja fazia o pedido na "barraca boa" e disse:
"Beta, você viu o que fez? A senhorinha quase chorou quando você atrapalhou a venda dela. Coitada!".
Pausa pra pensar no que havia feito.
Beta largou as moças da barraca boa falando sozinhas (percebam que moças podem sofrer) , puxou Millena pelo braço de novo pra barraca da senhorinha e falou:
"Millena, o docinho de morango daqui é o melhor de todos! Coisa de doido! Pode comprar!"
A senhorinha:
"Mas eu não vendo docinhos de morango! Só torta!" (hahahaha)
Beta, decidida a fazer o bem, não perdeu o rebolado e disse:
"Ah, então me vê 5 docinhos de uva, porque devem ser os melhores do mundo!".
(Detalhe, ela detesta uva. Me dei bem!)












